O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos pairou acima de 13,8%, já que as receitas melhoradas aliviaram o estresse de financiamento de curto prazo, mas não conseguiram dissipar dúvidas sobre a disciplina fiscal e a dinâmica da dívida, mantendo os rendimentos de longo prazo próximos aos máximos de três meses. A arrecadação de impostos atingiu um recorde de BRL 2,89 trilhões em 2025, mas os investidores focaram na ressalva de que a meta de superávit primário depende de exceções contábeis e gastos fora do orçamento que podem transformar o aparente superávit em um déficit subjacente, expondo o quadro fiscal. Essa incerteza é importante para os rendimentos porque aumenta a probabilidade de uma emissão soberana mais pesada antes de um ano eleitoral acirrado, elevando o prêmio de prazo que os investidores exigem enquanto a dívida pública permanece elevada, próxima a 78% do PIB. O cenário de política adiciona mais pressão, já que se espera que o banco central mantenha a Selic restritiva por enquanto, enquanto o afrouxamento só é precificado mais tarde no ano, sustentando altas taxas reais e limitando o alívio para maturidades mais longas.

O rendimento do título de 10 anos do Brasil caiu para 13,51% em 13 de fevereiro de 2026, marcando uma diminuição de 0,08 pontos percentuais em relação à sessão anterior. No último mês, o rendimento caiu 0,19 pontos e está 1,23 pontos abaixo do registrado há um ano, de acordo com cotações de rendimento interbancárias de balcão para esta maturidade de título do governo. Historicamente, o rendimento dos títulos do governo brasileiro de 10 anos atingiu uma alta recorde de 1401,00 em dezembro de 2022.

O rendimento do título de 10 anos do Brasil caiu para 13,51% em 13 de fevereiro de 2026, marcando uma diminuição de 0,08 pontos percentuais em relação à sessão anterior. No último mês, o rendimento caiu 0,19 pontos e está 1,23 pontos abaixo do registrado há um ano, de acordo com cotações de rendimento interbancárias de balcão para esta maturidade de título do governo. Espera-se que o rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos seja negociado a 13,54 por cento até o final deste trimestre, de acordo com os modelos macro globais da Trading Economics e as expectativas dos analistas. Olhando para o futuro, estimamos que será negociado a 13,06 em 12 meses.



Rendimento Dia Month Ano Data
Brazil 10Y 13.51 -0.075% -0.188% -1.226% 2026-02-13
Brazil 52W 12.82 -0.017% -0.447% -1.968% 2026-02-13
Brazil 2Y 12.62 -0.030% -0.412% -2.297% 2026-02-13
Brazil 3M 14.64 0.002% -0.111% 1.176% 2026-02-13
Brazil 3Y 12.65 -0.040% -0.385% -2.190% 2026-02-13
Brazil 5Y 13.01 -0.038% -0.333% -1.738% 2026-02-13
Brazil 6M 14.16 -0.010% -0.260% 0.040% 2026-02-13



Último Anterior Unidade Referência
Brasil Taxa De Inflação 4.44 4.26 Percentagem Jan 2026
Brasil Taxa De Juros 15.00 15.00 Percentagem Jan 2026
Brasil Taxa de Desemprego 5.10 5.20 Percentagem Dec 2025

Rendimento dos Títulos do Governo Brasileiro a 10 anos
Geralmente, um título do governo é emitido por um governo nacional e é denominado na moeda do próprio país. Títulos emitidos por governos nacionais em moedas estrangeiras são normalmente referidos como títulos soberanos. O retorno exigido pelos investidores para emprestar fundos aos governos reflete as expectativas de inflação e a probabilidade de que a dívida seja paga.
Atual Anterior Maior Menor Datas Unidade Periodicidade
13.51 13.59 1401.00 6.25 1998 - 2026 Percentagem Diariamente

Notícias
Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Interrompe Queda
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos estabilizou-se perto de 13,45%, interrompendo sua queda para mínimas de sete semanas, à medida que a forte demanda encontrou alívio nas pressões de financiamento de curto prazo e o apoio de uma taxa de política excepcionalmente restritiva. A decisão do Copom de manter a Selic em 15%, enquanto enfatiza que qualquer flexibilização futura será cautelosa e dependente de dados, continua a ancorar um amplo diferencial de rendimento real, sustentando os influxos estrangeiros de carry e duration em ativos brasileiros. Este cenário foi reforçado por dinâmicas de inflação mais suaves que reduziram as expectativas de taxas futuras e comprimiram os prêmios de prazo. Mesmo assim, os prêmios de risco permanecem rígidos, à medida que o ruído político e fiscal persistente sustenta a incerteza sobre as perspectivas fiscais de médio prazo, limitando uma compressão adicional nos rendimentos de longo prazo.
2026-01-29
Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Cai de Máxima de 3 Meses
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos caiu para 13,65% em relação aos máximos de três meses alcançados em 20 de janeiro, à medida que a demanda mais forte colidiu com a redução das pressões de financiamento de curto prazo e uma ainda poderosa almofada de taxa. Os influxos estrangeiros têm sido um motor chave, com não-residentes adicionando mais de R$12 bilhões em ações brasileiras até o final de janeiro e estendendo essa demanda para títulos locais, ajudando a absorver a oferta e a elevar os preços. Este apetite é reforçado por uma taxa Selic ainda em 15% e precificação de mercado que adia o primeiro corte até março, preservando rendimentos reais altamente atraentes e sustentando o interesse impulsionado por carry em dívidas de prazo mais longo. As dinâmicas fiscais e externas também ajudaram a comprimir o prêmio de risco, já que receitas fiscais recordes de R$2,89 trilhões em 2025 aliviaram a pressão orçamentária imediata e o investimento estrangeiro direto cobriu em grande parte o déficit em conta corrente de 2025, reduzindo os riscos de rolagem e financiamento em moeda estrangeira.
2026-01-27
Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Cai de Máximas de 3 Meses
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos pairou acima de 13,8%, já que as receitas melhoradas aliviaram o estresse de financiamento de curto prazo, mas não conseguiram dissipar dúvidas sobre a disciplina fiscal e a dinâmica da dívida, mantendo os rendimentos de longo prazo próximos aos máximos de três meses. A arrecadação de impostos atingiu um recorde de BRL 2,89 trilhões em 2025, mas os investidores focaram na ressalva de que a meta de superávit primário depende de exceções contábeis e gastos fora do orçamento que podem transformar o aparente superávit em um déficit subjacente, expondo o quadro fiscal. Essa incerteza é importante para os rendimentos porque aumenta a probabilidade de uma emissão soberana mais pesada antes de um ano eleitoral acirrado, elevando o prêmio de prazo que os investidores exigem enquanto a dívida pública permanece elevada, próxima a 78% do PIB. O cenário de política adiciona mais pressão, já que se espera que o banco central mantenha a Selic restritiva por enquanto, enquanto o afrouxamento só é precificado mais tarde no ano, sustentando altas taxas reais e limitando o alívio para maturidades mais longas.
2026-01-23