Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Cai de Máxima de 3 Meses

2026-01-27 15:33 Felipe Alarcon 1 min de leitura
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos caiu para 13,65% em relação aos máximos de três meses alcançados em 20 de janeiro, à medida que a demanda mais forte colidiu com a redução das pressões de financiamento de curto prazo e uma ainda poderosa almofada de taxa. Os influxos estrangeiros têm sido um motor chave, com não-residentes adicionando mais de R$12 bilhões em ações brasileiras até o final de janeiro e estendendo essa demanda para títulos locais, ajudando a absorver a oferta e a elevar os preços. Este apetite é reforçado por uma taxa Selic ainda em 15% e precificação de mercado que adia o primeiro corte até março, preservando rendimentos reais altamente atraentes e sustentando o interesse impulsionado por carry em dívidas de prazo mais longo. As dinâmicas fiscais e externas também ajudaram a comprimir o prêmio de risco, já que receitas fiscais recordes de R$2,89 trilhões em 2025 aliviaram a pressão orçamentária imediata e o investimento estrangeiro direto cobriu em grande parte o déficit em conta corrente de 2025, reduzindo os riscos de rolagem e financiamento em moeda estrangeira.


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Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Interrompe Queda
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos estabilizou-se perto de 13,45%, interrompendo sua queda para mínimas de sete semanas, à medida que a forte demanda encontrou alívio nas pressões de financiamento de curto prazo e o apoio de uma taxa de política excepcionalmente restritiva. A decisão do Copom de manter a Selic em 15%, enquanto enfatiza que qualquer flexibilização futura será cautelosa e dependente de dados, continua a ancorar um amplo diferencial de rendimento real, sustentando os influxos estrangeiros de carry e duration em ativos brasileiros. Este cenário foi reforçado por dinâmicas de inflação mais suaves que reduziram as expectativas de taxas futuras e comprimiram os prêmios de prazo. Mesmo assim, os prêmios de risco permanecem rígidos, à medida que o ruído político e fiscal persistente sustenta a incerteza sobre as perspectivas fiscais de médio prazo, limitando uma compressão adicional nos rendimentos de longo prazo.
2026-01-29
Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Cai de Máxima de 3 Meses
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos caiu para 13,65% em relação aos máximos de três meses alcançados em 20 de janeiro, à medida que a demanda mais forte colidiu com a redução das pressões de financiamento de curto prazo e uma ainda poderosa almofada de taxa. Os influxos estrangeiros têm sido um motor chave, com não-residentes adicionando mais de R$12 bilhões em ações brasileiras até o final de janeiro e estendendo essa demanda para títulos locais, ajudando a absorver a oferta e a elevar os preços. Este apetite é reforçado por uma taxa Selic ainda em 15% e precificação de mercado que adia o primeiro corte até março, preservando rendimentos reais altamente atraentes e sustentando o interesse impulsionado por carry em dívidas de prazo mais longo. As dinâmicas fiscais e externas também ajudaram a comprimir o prêmio de risco, já que receitas fiscais recordes de R$2,89 trilhões em 2025 aliviaram a pressão orçamentária imediata e o investimento estrangeiro direto cobriu em grande parte o déficit em conta corrente de 2025, reduzindo os riscos de rolagem e financiamento em moeda estrangeira.
2026-01-27
Rendimento do Título de 10 Anos do Brasil Cai de Máximas de 3 Meses
O rendimento do título do governo brasileiro de 10 anos pairou acima de 13,8%, já que as receitas melhoradas aliviaram o estresse de financiamento de curto prazo, mas não conseguiram dissipar dúvidas sobre a disciplina fiscal e a dinâmica da dívida, mantendo os rendimentos de longo prazo próximos aos máximos de três meses. A arrecadação de impostos atingiu um recorde de BRL 2,89 trilhões em 2025, mas os investidores focaram na ressalva de que a meta de superávit primário depende de exceções contábeis e gastos fora do orçamento que podem transformar o aparente superávit em um déficit subjacente, expondo o quadro fiscal. Essa incerteza é importante para os rendimentos porque aumenta a probabilidade de uma emissão soberana mais pesada antes de um ano eleitoral acirrado, elevando o prêmio de prazo que os investidores exigem enquanto a dívida pública permanece elevada, próxima a 78% do PIB. O cenário de política adiciona mais pressão, já que se espera que o banco central mantenha a Selic restritiva por enquanto, enquanto o afrouxamento só é precificado mais tarde no ano, sustentando altas taxas reais e limitando o alívio para maturidades mais longas.
2026-01-23